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Mostrando postagens de Fevereiro, 2019

Nordestinês

Nordestino não é rico; ele é  estribado . Nordestino não é competente; ele é  desenrolado . Nordestino não acha uma coisa ruim; ele acha  paia/peba/fulêra . E se for péssima, é  paia/peba/fulêra  demais . Nordestino não faz uma coisa com determinação; ele  bota pra descer . Nordestino não vai embora; ele  pega o beco ,  capa o gato. Nordestino não é pegador; ele é  raparigueiro . Nordestino não é vacilão; ele é  tabacudo . Nordestino não é corajoso; ele é  arrochado. Nordestino não sente medo; ele bate pino . Nordestino não é convencido; ele é  pabuloso. Nordestino não é teimoso; ele é  maluvido. Nordestino não tem pressa; ele passa  desembestado. Nordestino não é feio; ele é  o cão chupando manga. E se for bonito ele é um filezim – essa é das antigas! Ou melhor, antiga não, ela é do tempo do ronconcoim. Para o Nordestino, uma coisa não explode; ela  dá um pipôco!  E se uma coisa for muito boa, ela é o pipôco do trovão! Nordestina não é puta; ela é quenga

Ela era especial

Ela tinha a doçura de uma menina e a sensualidade de uma mulher. Era pequena, mas seu caráter a agigantava. Sua timidez contrastava com o seu corpo que exalava promiscuidade. Coxas lisas, macias; quadris largos salientados pela cintura fina que detinha o impressionante poder magnético de atrair às minhas mãos. Sua barriga e seu umbigo também não passavam despercebidos. Seios pequenos, porém firmes, que encaixavam-se perfeitamentes nas minhas mãos; na minha boca. Ainda lembro da harmonia de sensações que isso provocava nela: podia-se perceber suas contrações, sua respiração pesada, ofegante; e principalmente a intensa taquicardia do seu coração que um dia fora meu. Assim como a sua boca. E que boca! Lábios doces, macios, bem delineados e perfeitamente assimétricos. Os quais se apartavam ligeiramente para exibir seu lindo sorriso quando seus olhos caramelo brilhavam de felicidade ao avistar-me chegando. Ai, aquele sorriso! Tenho certeza de que até hoje consegue o que quiser com ele