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Tipos de textos jornalísticos

Informativos
Notícia: é o relato puro e simples de um fato ou acontecimento atual de interesse público e de interesse do público;Reportagem: trata-se de uma notícia ampliada, com informações prestadas por mais de uma fonte. A reportagem aborda vários ângulos de um fato, esmiuçando e esgotando o assunto, além de procurar interpretar os acontecimentos;Suíte: matéria com desdobramentos de um fato já noticiado, quando há novas informações sobre o assunto outrora abordado;Entrevista: além de representar a principal fonte de informação para a maior parte das matérias jornalísticas, ela pode ser uma entrevista especial com perguntas e respostas - chamada nas redações de "pingue-pongue" - a uma única fonte (uma personalidade política, econômica, cultural etc.);Nota: uma notícia pequena, que se destina a dar uma informação rápida sobre um determinado fato ou acontecimento. Opinativos
Perfil: é uma espécie de construção da história duma personagem com enfoque num indivíduo ou numa inst…

A ignorância é uma benção

Minha cabeça é uma bagunça!

Eu não consigo organizar os meus pensamentos. E são tantos! Constantes, aleatórios, espessos. Tão espessos que dão-me a impressão de que não cabem no meu crânio. Pressão! Tal qual estende-se até ao peito.

Sempre enxerguei o mundo com outros olhos e tenho a certeza de que este mesmo mundo sempre ignorou-me com os seus habituais olhos cruéis da indiferença. 

Eu observo aos tolos; os invejo.

Seus corpos dançam, suas vozes bradam. Parecem tão despreocupados e livres, embora saibamos que estão atados ao senso comum e à conveniência.

A vida é um fardo e refletir sobre ela é um castigo. Os tolos não refletem, apenas vivem.

Eu invejo aos tolos; os observo.

Seu passado descompromissado gerou o seu presente irresponsável que atrairá um futuro inexpressivo. Ainda assim, as conseqüências não os afligem, tampouco causam temor.

Já eu, quando olho pro meu passado: decepção. Quando olho pro meu presente: insatisfação. Quando olho pro meu futuro: frustração. Isso me corrói!

Os tolos são sempre tão sociáveis. Estão sempre aglomerados, cercados de pessoas as quais podem se dar ao luxo de chamá-las de amigos. Embora desconheçam a profundidade de tal relação.

Sempre têm o que falar, embora quase nunca tenham algo a dizer.

Meu amigo travesseiro é também o meu pior inimigo. Não o culpo! Todas as noites tem a árdua tarefa de suportar ao peso da minha cabeça superpovoada e inquieta. Já as minhas pálpebras não parecem ser pesadas o suficiente para a simples tarefa de fazer os meus olhos fecharem. Dormir é um privilégio!

Aquele que diz: "A inteligência é um dom." Digo-te: Não sabes a maldição que a carrega!

A quem diz: "O conhecimento é a base de tudo." Replico-te: É o alicerce para uma edificação de tormentas.

Aos que dizem: "O pensamento nos faz voar." Afirmo-te: Não sabes quão difícil é encontrar o nosso chão.

Sábio, rogo-te: vede e sedes comigo ofuscado à luz da sabedoria. Porém, exorto-te: se puderes, cega-te pela cegueira da tolice e apoia-te na bengala da ignorância.

Aos tolos, a leveza da permissividade. Aos sábios, a dureza da consciência.

Aos tolos, a viagem sem destino. Aos sábios, a jornada ao calvário.

Aos tolos, a ingenuidade. Aos sábios, a culpa.

Aos tolos, a falácia. Aos sábios, o murmúrio.

Os tolos buscam o prazer. Os sábios, a paz.

Aos tolos, a vida. Aos sábios, a eternidade.

Por fim, a infinita solidão; na imensidão de um mundo finito.

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