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Mostrando postagens de Março, 2018

O órfão

Desde criança ele aprendeu a ser adulto. A juventude fora um privilégio do qual não pôde se dar ao luxo de gozar.

É sempre assim! Quando se é fruto de uma gravidez acidental, ganhar a vida não é uma escolha; é um fado.

Negligenciado aos braços de sua jovem e irresponsável genitora, também perdera os daqueles que o acolheram. Aos 10 anos, órfão de mãe; aos 15 de pai. A morte foi sua companheira prematuramente ignorando a inexperiência que o impedia de compreender em sua totalidade a força permanente e irreversível de tal.

Conviveu num ambiente hostil e sem amor e talvez por isso este sentimento confunda tanto a sua cabeça.

Uma de suas irmãs fora praticamente obrigada a recebê-lo; embora nunca o permitisse esquecer de que ele não era seu parente de fato. "O maior erro do mundo foi mãe e pai terem te pego pra criar", clamava.

Não é de surpreender que raramente parasse em casa. Não ousava chamar de lar. Não achava que fosse justo.

Gostava de visitar aos amigos. Mais do que aprec…