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O catador de livros

Ele era só mais um entre tantos numa capital urbana. As vidas transpassando entre passos e descompassos; prazos e atrasos; em meio a percalços e descalços; tratos, maltratos e maus-tratos.

E lá estava ele.

Sucumbindo à dureza da cidade que ergue edifícios que arranham os céus e rebaixa pessoas arrastando-as ao chão. Não era culpa desta cidade, ora pois! Todas têm suas riquezas e pobrezas; suas alegrias e tristezas; suas tolices e suas destrezas; suas bondades e suas maldades; suas mentiras e suas verdades.

Mas nesta, lá estava ele!

Com a roupa do corpo e uma sacola na mão caminhava mesmo sem chão. Não tinha teto, mas a esperança era o seu abrigo. Não tinha rumo e o horizonte era o seu destino. Não tinha pressa, mas o tempo era seu inimigo.

A noite caía, a gente se recolhia, o silêncio ensurdecia.

E lá estava ele.

O sol nascia, a gente surgia, o silêncio findaria.

E lá estava ele.

Todo dia era a novidade que se repetia, a mesmice que persistia, o propósito que se esvaía.

Faminto!

Feliz…

O adeus ao "Mago" da camisa 20

O adeus do "Mago" da camisa 20 / Fonte da foto: Paulo Sérgio/Lance!Press
Deco em sua ultima partida pelo Fluminense contra o Goiás
Nesta segunda feira (26/08) mais um grande talento do futebol mundial decidiu pendurar as chuteiras. Trata-se de Deco. E o motivo já era claro há tempos: suas constantes lesões.

O "mago" apareceu para o mundo na conquista da Uefa Champions League 2003-2004, pelo Porto (POR), onde ele era o maestro da equipe portuguesa, que ainda contava com os brasileiros Carlos Alberto e Diego. Depois da belíssima temporada pelos “Dragões Portugueses”, Deco foi parar no Barcelona (ESP) onde fez parte de um time memorável que conquistou duas Supercopas da Espanha, dois Campeonatos Espanhóis e uma Liga do Campeões, e ainda contava com nomes como Ronaldinho, Eto’o e Xavi.  

Esse, sem dúvidas, foi o auge da carreia do camisa 20 que ainda defendeu as cores do Chelsea (ING) na Europa, mas sem tanto êxito. Além de fazer sucesso em clubes, Deco foi durante muito tempo “o cara” da Seleção de Portugal – ele é naturalizado português – onde chegou a final da Eurocopa (sendo derrotado pela Grécia, em 2004) e a uma semifinal de Copa do Mundo (perdendo para a França, em 2006).

Já no fim de sua carreia, Deco resolveu jogar no Fluminense, no entanto as lesões musculares sempre o atrapalharam durante a sua trajetória no “Tricolor Carioca”. Mesmo assim, entre uma lesão e outra, ele conquistou três títulos (um Campeonato Carioca e dois Brasileirões) e teve alguns momentos de destaque, como na conquista do estadual do Rio no ano passado e em boa parte do Brasileiro do mesmo ano.

Deco foi, antes de mais nada, inteligente dentro de campo, enxergava espaços dentro das quatro linhas que só quem realmente sabe pode ver. Foi devido a essa inteligência, a técnica apurada e a maneira de pegar na bola que me tornei fã do futebol dele desde a época de Porto. Ou seja, “O Mago” foi um jogador que está em extinção.

Confira os times que o luso-brasileiro defendeu:

Corinthians: 1996-1997
CSA: 1997
Alverca-POR: 1997-1998
Salgueiros-POR: 1998-1999
Porto: 1999-2004
Barcelona: 2004-2008
Chelsea: 2008-2010
Fluminense: 2010-2013
Seleção Portuguesa: 2003-2010

Assista algumas das jogadas inesquecíveis do meia:


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Sobre o Autor:
Vinícius Ramalho
Vinícius Ramalho é jornalista formado em 2012. Apaixonado por esporte (principalmente por futebol) e ligado nas mídias sociais.

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