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O catador de livros

Ele era só mais um entre tantos numa capital urbana. As vidas transpassando entre passos e descompassos; prazos e atrasos; em meio a percalços e descalços; tratos, maltratos e maus-tratos.

E lá estava ele.

Sucumbindo à dureza da cidade que ergue edifícios que arranham os céus e rebaixa pessoas arrastando-as ao chão. Não era culpa desta cidade, ora pois! Todas têm suas riquezas e pobrezas; suas alegrias e tristezas; suas tolices e suas destrezas; suas bondades e suas maldades; suas mentiras e suas verdades.

Mas nesta, lá estava ele!

Com a roupa do corpo e uma sacola na mão caminhava mesmo sem chão. Não tinha teto, mas a esperança era o seu abrigo. Não tinha rumo e o horizonte era o seu destino. Não tinha pressa, mas o tempo era seu inimigo.

A noite caía, a gente se recolhia, o silêncio ensurdecia.

E lá estava ele.

O sol nascia, a gente surgia, o silêncio findaria.

E lá estava ele.

Todo dia era a novidade que se repetia, a mesmice que persistia, o propósito que se esvaía.

Faminto!

Feliz…

Governo uruguaio vai trocar armas por laptops e bicicletas


O governo uruguaio estuda lançar em março uma campanha que pretende estimular a população do país a trocar armas de fogo por bicicletas e laptops.


Intitulada de “Armas para la Vida” (Armas para a Vida, em tradução livre), a iniciativa tem como objetivo reduzir o número de homicídios. Em 2012, foram registrados 267 mortes de acordo com dados da ONG Funda-Pró. Neste ano já foram acrescidos mais 30 assassinatos.

O diretor de comunicação do Ministério do Interior, Clarin Marcelo Barzelli, afirmou que “a campanha quer mostrar o valor de trocar uma arma de fogo por uma arma de conhecimento ou uma de lazer, trabalho e saúde, no caso da bicicleta”.

O Brasil vive à sombra de dois fantasmas que assustam a nossa população: a violência urbana e a mais recente alta no preço dos combustíveis. Em 2005, o governo convocou os brasileiros para votar no referendo do desarmamento, que propunha proibir a comercialização de armas de fogo. Na ocasião, a maioria decidiu pela não proibição.

Talvez uma campanha semelhante a uruguaia, seja uma boa solução para esses dois graves problemas de nosso país.

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