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Kizomba na praça

O feriado dedicado à consciência negra não passou despercebido em Caraguatatuba. Música, dança e alegria fizeram parte da festa. Quem passeava pela praça Doutor Cândido Mota, no centro da cidade, pôde conferir as atrações da vigésima terceira edição do Kizomba . O evento organizado pela ONG Zambô, trouxe aos visitantes diversas atividades com o objetivo de valorizar a luta e a cultura negra. Os participantes tiveram à sua disposição para comprar e apreciar, obras de artesanato, desenhos artísticos e caricaturas, além de provar pratos típicos como cuscuz, acarajé e caximbada - uma bebida feita à base de aguardente, abacaxi e mel. Nem as crianças ficaram de fora. Elas também puderam curtir um teatro de marionetes e se embelezar com acessórios de moda. Além da ONG Zambô, os alunos da Escola Estadual Doutor Eduardo da Costa, situada no bairro do Tinga, marcaram presença no evento. Eles produziram roupas feitas com materiais recicláveis e desfilaram pela praça com as suas criações. O cuidad

Eu vou, eu quero, espero, tolero, reitero. Ninguém pensa como eu; ninguém vê o que eu vejo. Penso o impensável, vejo o invisível. É tão óbvio! Emudeço-me aos barulhos do mundo; ensurdeço-me nos silêncios da alma. Calma, ressalva. Calo-me! Eu saio, retraio, distraio, contraio. Recaio! Ninguém está onde eu estou; ninguém vai aonde eu vou. Vagueio no intransponível; mudo-me no imutável. Permaneço no transitório. Avante! Minha paciência é testada; minhas necessidades são negligenciadas. Desejo; despejo; desdém. Engulo, seco, espesso. No passo, um tropeço. No fim, um começo. No vestir, o avesso. Na alegria, entristeço. Pereço! Jamais! Da dor, o alívio; da loucura, o equilíbrio; da luta, o martírio; da escuridão, o brilho; da memória, resquício. Paz, delírio! Reconto, aponto, reescrevo. Sem medo, percebo. Escolhido, encolhido; dividido, subtraído. Traído! Amado, armado; multiplicado, somado. Sumido! Pensamentos, aos montes! No cu

Leitura minimalista no Chrome

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Nem todos sabem, mas o navegador Google Chrome dispõe de uma opção nativa para tornar a leitura nas páginas da web mais simples e minimalista. Com ela, é possível organizar a bagunça e remover elementos de poluição visual, como propagandas, deixando apenas o conteúdo de interesse e ler de forma mais focada livre de distrações. Esta função precisa ser ativada nas configurações do aplicativo e é tratada como um recurso de acessibilidade. Para ativá-la, siga este procedimento: Abra o aplicativo e toque no menu de mais opções; No menu suspenso que abrir, acesse as configurações; Dentro das configurações, acesse as opções de acessibilidade; Nas opções de acessibilidade, marque a opção "Versão simplificada das páginas da Web"; Agora, ao abrir uma página compatível, basta tocar na opção para mostrar a versão simplificada que aparecerá no rodapé; Finalmente, será apresentada uma versão limpa e minimalista da página muito mais agradável para leitura.

Tipos de textos jornalísticos

Informativos Notícia: é o relato puro e simples de um fato ou acontecimento atual de interesse público e de interesse do público; Reportagem: trata-se de uma notícia ampliada, com informações prestadas por mais de uma fonte. A reportagem aborda vários ângulos de um fato, esmiuçando e esgotando o assunto, além de procurar interpretar os acontecimentos; Suíte: matéria com desdobramentos de um fato já noticiado, quando há novas informações sobre o assunto outrora abordado; Entrevista: além de representar a principal fonte de informação para a maior parte das matérias jornalísticas, ela pode ser uma entrevista especial com perguntas e respostas - chamada nas redações de "pingue-pongue" - a uma única fonte (uma personalidade política, econômica, cultural etc.); Nota: uma notícia pequena, que se destina a dar uma informação rápida sobre um determinado fato ou acontecimento. Opinativos Perfil:  é uma espécie de construção da história duma personagem com enfoque num

Termos técnicos do telejornalismo

Cabeça: é o texto do apresentador chamando a matéria; Off :  é o texto narrado pelo repórter ou pelo apresentador durante a matéria sem que ele apareça no vídeo; Passagem : assim como no off, é o texto do repórter narrando a matéria, com a diferença de que ele aparece em frente à câmera; Sonora: é a entrevista feita durante a reportagem; TC (Time code): é tempo da reportagem; TC In (Time code in):  é o tempo de entrada na reportagem para a inserção de algo, por exemplo, o nome do entrevistado; TC Out (Time code out): é idêntico ao TC In só que refere-se ao tempo de saída na reportagem; GC (Gerador de caracteres):  trata-se do grafismo geralmente no rodapé do vídeo creditando o entrevistado, cinegrafista, repórter, arquivo, datas etc; Sobe som:  é um trecho da matéria em que a imagem é apresentada com o som ambiente ou outro som sem texto narrado pelo repórter; Assinatura:  refere-se ao momento quando o repórter encerra a matéria citando seu nome e o res

O catador de livros

Ele era só mais um entre tantos numa capital urbana. As vidas transpassando entre passos e descompassos; prazos e atrasos; em meio a percalços e descalços; tratos, maltratos e maus-tratos. E lá estava ele. Sucumbindo à dureza da cidade que ergue edifícios que arranham os céus e rebaixa pessoas arrastando-as ao chão. Não era culpa desta cidade, ora pois! Todas têm suas riquezas e pobrezas; suas alegrias e tristezas; suas tolices e suas destrezas; suas bondades e suas maldades; suas mentiras e suas verdades. Mas nesta, lá estava ele! Com a roupa do corpo e uma sacola na mão caminhava mesmo sem chão. Não tinha teto, mas a esperança era o seu abrigo. Não tinha rumo e o horizonte era o seu destino. Não tinha pressa, mas o tempo era seu inimigo. A noite caía, a gente se recolhia, o silêncio ensurdecia. E lá estava ele. O sol nascia, a gente surgia, o silêncio findaria. E lá estava ele. Todo dia era a novidade que se repetia, a mesmice que persistia, o propósito que se esvaí

Nordestinês

Nordestino não é rico; ele é  estribado . Nordestino não é competente; ele é  desenrolado . Nordestino não acha uma coisa ruim; ele acha  paia/peba/fulêra . E se for péssima, é  paia/peba/fulêra  demais . Nordestino não faz uma coisa com determinação; ele  bota pra descer . Nordestino não vai embora; ele  pega o beco ,  capa o gato. Nordestino não é pegador; ele é  raparigueiro . Nordestino não é vacilão; ele é  tabacudo . Nordestino não é corajoso; ele é  arrochado. Nordestino não sente medo; ele bate pino . Nordestino não é convencido; ele é  pabuloso. Nordestino não é teimoso; ele é  maluvido. Nordestino não tem pressa; ele passa  desembestado. Nordestino não é feio; ele é  o cão chupando manga. E se for bonito ele é um filezim – essa é das antigas! Ou melhor, antiga não, ela é do tempo do ronconcoim. Para o Nordestino, uma coisa não explode; ela  dá um pipôco!  E se uma coisa for muito boa, ela é o pipôco do trovão! Nordestina não é puta; ela é quenga