Girls who code: quebrando códigos e paradigmas


Recentemente a expressão “Bela, recatada e do lar” ganhou repercussão estrondosa nas redes sociais após um artigo publicado no site da revista Veja sobre Marcela Temer, esposa do vice-presidente da República, Michel Temer.

O artigo despertou a fúria de muitos – principalmente líderes de movimentos feministas – por estereotipar o tipo “ideal” de mulher e esposa como alguém que “aparece pouco, gosta de vestidos na altura dos joelhos e sonha em ter filhos”. Não é difícil de perceber nos dias atuais que esse modelo está ficando pra trás.

As mulheres não estão mais se contentando em ficar à sombra dos homens – sejam maridos, namorados, amigos, etc. – e estão assumindo o protagonismo de suas vidas e decididas em fazerem sua voz ser ouvida para moldarem o mundo aos seus ideais.

Áreas antes dominadas por homens estão sendo pouco a pouco habitadas pelas representantes do “sexo frágil”. Na política temos a Angela Merkel, chefe de governo da Alemanha, e eleita pela Forbes a mulher mais poderosa do mundo em 2015. No esporte mais popular do mundo, o futebol, há um longo caminho ainda para se percorrer, mas o crescimento de participação e interesse pela modalidade feminina é impressionante.

Outro campo essencial para a sociedade moderna que nos acostumamos em conhecer como território exclusivamente masculino é o setor de tecnologia. Sempre que pensamos em programadores, a imagem que temos na cabeça é a de homens de óculos e poucos sociáveis, mas um grupo de jovens garotas está obstinado a mudar isso e destrinchar não apenas códigos, e sim paradigmas e barreiras de uma sociedade machista.

O Girls Who Code (Garotas que programam, em tradução livre) é um projeto que trabalha para inspirar, educar e munir as meninas com habilidades de computação para buscar oportunidades no ramo tecnológico. Ou, nas palavras da fundadora: “nossa missão é dominar o mundo”. E com todas as qualidades natas e o apoio necessário, quem ousa duvidar disso?

No vídeo abaixo, você pode assistir a uma palestra da idealizadora, Reshma Saujani, onde ela fala sobre os desafios e os meios possíveis para transformar a mentalidade das meninas para assumirem o controle de seus destinos e tornar o mundo – e elas mesmas – naquilo que desejam ser.

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