Sia e o seu coração elástico

Passeando na internet pelas canções mais populares da atualidade, me esbarrei em uma que – sem trocadilho com o título da canção – palpitou meu coração. Trata-se de "Elastic Heart", da cantora Sia.

Confesso que nunca havia ouvido falar dessa artista, porém, estimulado pela batida contagiante da música, aliada a uma potente voz e letra instigante, resolvi pesquisar a respeito dela. E como resultado, descobri que, além da bela voz, ela tem uma personalidade e história muito interessantes.

Sia é australiana e está atualmente em seu sexto álbum solo. Ela começou a ganhar notoriedade colaborando com o grupo inglês Zero 7. Pela minha ignorância, percebi que Sia já é uma artista muito gabaritada e bem-conceituada. Sendo responsável por hits de vários outros artistas.

Avessa declarada à fama, ela ficou por um longo tempo afastada dos holofotes preferindo trabalhar nos bastidores da indústria musical como compositora e fazendo participações ao lado de outros cantores. Suas composições se tornaram rapidamente sucesso nas performances de grandes astros pop, como Rihanna, Britney Spears, David Guetta, Christina Aguilera e até mesmo a aclamada Beyoncè, entre outros. A música oficial da Copa do Mundo no Brasil de 2014, "We are one (Olé, Olá)", também tem o “dedo” de Sia.

Enfim, sua vida profissional é um sucesso. Tendo inclusive, recebido 4 indicações ao Grammy 2015, pela canção "Chandelier" do mesmo álbum de Elastic Heart. Entretanto, sua vida pessoal não é tão glamourosa. A personalidade tímida e um tanto conturbada não a ajudou em saber lidar com o prestígio alcançado, e como muitos artistas da música, Sia se tornou viciada em drogas e álcool. Na infância, ela e o pai tinham um relacionamento difícil, e quando adulta seu namorado morreu vítima de acidente. A cantora, inclusive, chegou a escrever uma carta de suicídio, mas sua intenção não se confirmou graças ao telefonema de uma amiga que a fez mudar de ideia.

Casos como esses, nos fazem entender um pouco a metáfora do “Coração Elástico” referenciado por ela na música, e sem dúvida, influenciaram na escolha por ficar longe dos holofotes. Mas, em 2014, Sia decidiu retornar aos palcos e a “linha de frente” de suas obras. Entretanto, essa decisão veio acompanhada de algo muito peculiar. A cantora optou por não mostrar o rosto na divulgação e apresentações públicas do novo álbum "1000 Forms of Fear". Em vários vídeos na internet, é possível ver artistas realizando coreografias de suas músicas, enquanto Sia canta o tempo todo isolada e de costas para as câmeras e a plateia.

O clipe da música Elastic Heart, gerou muitos comentários – tanto positivos quanto negativos. Nele, participam dois artistas cujas histórias se assemelham ligeiramente com a da cantora australiana: Maddie Ziegler, uma bailarina talentosa de apenas 12 anos de idade e Shia LaBeouf, que despontou logo aos 10 anos, como um ator promissor de Hollywood, mas escolheu seguir a carreira por caminhos alternativos, que segundo ele, tinham maior profundidade de significado e realização pessoal.


A vida de Sia, com certeza, retrata duas formas paralelas bem distintas, e ao mesmo tempo, complementares. Sua trajetória profissional, a tornou numa artista única, autêntica e extremamente talentosa como nenhuma outra. E suas experiências pessoais, a fez uma pessoa cheia de conflitos, inseguranças e “demônios” internos como qualquer outra.

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