A disputa “impresso X digital”

Há quem diga que logo veremos o fim do impresso, ou seria mais elegante dizer que o digital predominará o cotidiano do ser humano?

A tecnologia é admirável. A cada dia nos surpreende mais com as facilidades, rapidez e agilidade a que nos permite. Contudo pergunto: “— Quem já teve a oportunidade de abrir um livro ou qualquer meio impresso produzido com diversos papeis, cores, texturas e aromas?” Para os apaixonados pelo mundo editorial, todo este sensorial causa certo “êxtase” que o digital não nos permite. Alguns podem até dizer que é futilidade. Então, por que ele merece conservado?

Vamos começar pelo passado, por volta do ano de 1456. Isso mesmo! Voltando à Gutenberg, o criador dos tipos móveis.

Com o tipo móvel veio a imprensa e, consequentemente, o homem pôde ir atrás de seus direitos e sonhos, cada vez mais. As portas para leitura, informação, educação e cultura se abriram, além do acesso e formação de grandes escritores. Enfim, houve uma disseminação do conhecimento em massa. Passamos a ler o jornal diário pelas manhãs. Notícias quentinhas, assim como o
café e aquele delicioso pão fresquinho que acompanham a leitura, fazendo do café da manhã um momento mais agradável. Quem nunca parou para ler um jornal ou revista e aproveitou para beber algo, e vice-­‐versa?

Um livro ou revista são editoriais para serem lidos com calma, de forma confortável, uma vez que nos trazem, além de conhecimento, também satisfação. Estudos mostram que a leitura de um texto impresso é mais cômoda, há mais linearidade, continuidade, enquanto a atenção exigida pelo digital a torna fragmentada.

Não sou contra a tecnologia, a internet, ao mundo digital, não é isso! Não há a necessidade de radicalismos, todos têm o seu espaço merecido. Então, que tal dividir, compartilhar vantagens entre as diferenças?

Sobre a Autora:
Giselli Pimentel
Giselli Pimentel tem 34 anos, Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Produção Editorial pela Universidade Anhembi Morumbi-SP. Atua como diagramadora de livros e tabloides, também como revisora de textos. Não é aquela que carrega sempre um livro na bolsa, mas tem grande apreço pela nossa gramática e valoriza a importância de conhecer suas regras; o mínimo.
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