Doenças cardiovasculares e os cuidados com o seu coração

Crédito da Foto: Vera Rosa

As Doenças Cardiovasculares matam 18 milhões de pessoas por ano no mundo, de modo que são responsáveis por 22% dos óbitos por todas as causas. Entre 1990 e 2020 estima-se que a incidência de doenças isquêmicas do coração aumentará em 120% para mulheres e 130% para homens.


Apesar de a mortalidade por tais doenças estar declinando em países desenvolvidos, ainda são a principal causa de morte nestes locais. Nos EUA, as Doenças cardiovasculares representaram 33, 6% das mortes no ano de 2007, e no Brasil elas são responsáveis por 31,88% das mortes, podendo ser considerada como um dos maiores problema de saúde pública a ser enfrentado por nossas autoridades. Em 2010, houve 100 mil óbitos por doenças isquêmicas do coração, sendo o Infarto Agudo do Miocárdio a principal doença culpada. As doenças cardiovasculares – ataques cardíacos, infartos do miocárdio, derrames cerebrais – acometem indistintamente homens e mulheres, não respeitam classe social, poder econômico ou localização geográfica.

Já está provado que fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças, tais como tabagismo, sobrepeso, sedentarismo, colesterol elevado, hipertensão, estão diretamente ligados ao estilo de vida. É preciso destacar que cada vez mais o excesso de peso tem-se mostrado um problema frequente, mesmo nos países de baixa renda e, que assim como a inatividade física e as dietas inadequadas, é fator de risco ligado ao estilo de vida.

Três estudos realizados no norte da Europa sobre os resultados da adoção de dieta adequada, consumo moderado de álcool, prática de atividade física e o fato de não fumar, mostraram que cada uma dessas intervenções, reduzia em mais ou menos 30% o risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, risco que caía para 65%, quando as pessoas adotavam as quatro medidas ao mesmo tempo. Portanto, os estudos do norte da Europa mostram que adotar procedimentos de estilo de vida adequado é fundamental para restringir os fatores de risco. Embora isso não custe praticamente nada e não tenha efeito colateral nenhum, não é fácil porque pressupõe mudança comportamental.

Certamente para que a pessoa alcance uma boa longevidade deve valer-se de tudo que tem à disposição: diagnóstico precoce, ressonância magnética, tomografia, medicamentos e intervenções cirúrgicas. No entanto, se puser na balança os benefícios trazidos por mudanças no estilo de vida, verá que ainda há a vantagem de ele ser mais barato e não ter efeitos colaterais.

Sobre o Autor:
André Telis de Vilela
Dr. André Telis de Vilela é Cirurgião Cardiovascular. Mora atualmente em João Pessoa/PB.


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